07/10/2025

Trabalhadores debatem futuro da IA com justiça social em Conferência Nacional

Condsef/Fenadsef marcou presença, reforçando a urgência de inserir os trabalhadores e trabalhadoras, também do setor público, no centro dos debates sobre o avanço tecnológico. A mensagem foi precisa: não haverá justiça tecnológica sem justiça social

FONTE: Condsef/Fenadsef

Reprodução/DR

Aconteceu em São Bernardo do Campo (SP), no tradicional Sindicato dos Metalúrgicos e também na UFABC (Universidade Federal do ABC), a I Conferência Nacional por Inteligência Artificial com Direitos Sociais, que reuniu as principais entidades sindicais e movimentos sociais do Brasil. A Condsef/Fenadsef marcou presença com representantes de sua direção nacional, reforçando a urgência de inserir os trabalhadores e trabalhadoras, também do setor público, no centro dos debates sobre o avanço tecnológico que já vem transformando radicalmente a economia e a cultura mundial.

A conferência destacou que a inteligência artificial, embora represente uma revolução comparável à Revolução Industrial, não pode ser apropriada apenas pelas elites econômicas em detrimento da maioria da população. Ao contrário, deve ser orientada por princípios de justiça social, soberania nacional e garantia de empregos e direitos trabalhistas.

Gizelia Rocha, secretária-geral em exercício da Condsef/Fenadsef, reforçou em sua intervenção que é necessária uma grande mobilização nacional para garantir que essa transformação tecnológica seja conduzida com responsabilidade social. “A classe trabalhadora precisa ser protagonista nesse processo. Não podemos permitir que a revolução digital aumente as desigualdades. É preciso garantir empregos, direitos sociais e políticas públicas que protejam quem realmente constrói este país”, afirmou.

Além dos debates técnicos e políticos, a conferência também traçou estratégias de ação sindical e institucional. Para os participantes, será essencial fortalecer a atuação no Congresso Nacional, pressionar por uma legislação que regulamente o uso ético da IA e, sobretudo, garantir a eleição de parlamentares comprometidos com a luta da classe trabalhadora em 2026. 

A Conferência foi um passo importante para consolidar uma agenda de resistência e proposição diante da rápida transformação tecnológica que o mundo atravessa. A mensagem foi precisa: não haverá justiça tecnológica sem justiça social.