Textos virais e anúncios de empresas de IA já impactam valor de mercado de companhias; veja como a “volatilidade narrativa” atinge mercado
Fonte: Jornal GGN

A transformação da percepção pública em variável financeira de alta sensibilidade passou a ser considerada uma nova categoria de risco, onde as equipes de comunicação das empresas precisam se preparar para lidar em meio ao avanço da inteligência artificial.
Segundo a agência norte-americana Axios, a tese central é que, na era da inteligência artificial, a narrativa pode preceder os fundamentos.
Um exemplo do impacto da volatilidade narrativa sobre os negócios: basta que um texto sugerindo que um determinado segmento pode ser completamente automatizado ganhe tração nas redes sociais e influencie decisões de investidores, mesmo que o impacto concreto esteja distante.
O processo tende a seguir quatro etapas:
Essa dinâmica reduz o tempo de resposta corporativa. Antes, ciclos reputacionais levavam semanas ou meses. Agora, podem ocorrer em horas.
De acordo com análise divulgada pela agência Burson, a reputação afeta o retorno ao acionista de forma considerável – o que explica o papel das áreas de comunicação, que deixam de atuar apenas em gestão de imagem e passam a integrar a estratégia de risco.
Agora, as empresas precisam simultaneamente mostrar que estão capturando ganhos de eficiência com IA, e demonstrar que continuam essenciais mesmo em cenário de automação. Sem essa dupla narrativa, o mercado tende a projetar cenários extremos.
A “volatilidade narrativa” surge, assim, como uma nova camada de risco financeiro — combinando tecnologia, psicologia de mercado e dinâmica digital.